10 coisas que levamos anos para aprender

Essa eu recebi via e -mail. Adorei por muitos motivos, os quais destaco o número 7, 9 e 10.

Dizem que foi escrita pelo Luis Fernando Veríssimo, mas não achei nenhuma referência confiável sobre isso. No entanto, vale a pena ler e rir!

Vamos lá …

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Pedagogês nosso de cada dia

Estou vivendo um período da minha vida profissional um tanto abstrata. Por um lado, tem muita coisa dando certo e me rendendo frutos. Por outro, tenho gente – que está em um posto superior a mim – pegando no meu pé. Acho que uma coisa está intimamente ligada a outra . No Brasil, não podemos dar certo não ! O chefe fica logo achando que a gente quer o cargo dele. E eu falo de coração, não quero aquilo nem pintado de ouro!

Esse meu chefe – em instância bem superior à Escola- se volta contra mim em seu Pedagogês de plantão. É um tal de amarrar, ancorar, fazer links, traçar metas, ter especificado os seus objetivos,… E o Português dele é sofrível :é um tal de “seje”! Dói na alma !

Essa semana se resolveu estabelecer umas medidas de marketing de trabalho. Gente, não sei fazer ! Pode parecer estranho, mas “qual é o objetivo”( no melhor do Pedagogês) de fazer propaganda do meu trabalho? Nas escolas onde eu trabalho e trabalhei, a direção reclamava muito que eu fazia um trabalho lindo que ficava em sala de aula, só para os meus alunos. Pode parecer estranho de quem mantém blogs com informações on-line: Não gosto de propagandear o meu trabalho. O que escrevo nos meus Blogs é , puramente, uma tentativa de trocar idéias e ensinar melhor. Se isso vira propaganda, é porque tem alguma qualidade.

Então, ficaram em cima de mim. “Monte uma estratégia que tenha como fim o marketing de seu trabalho. ” – eita quanto Pedagogês ! Argumentei que eu não precisava de propaganda e não tinha tempo para isso. Meu trabalho está onde deveria estar : com os meus alunos. Os Professores com quem eu trabalho ou tenho contato, quando me pedem ajuda, eu ajudo, se posso ajudar. No entanto, montar estratégia… Valha-me Deus, não vejo justificativa.

Até usei como exemplo que as empresas que mais fazem propaganda que preservam o meio ambiente, são as mais poluidoras. Será que há necessidade do Professor de sala de aula  falar – sem o objetivo da troca- o que está fazendo? Só para justificar o seu trabalho? Bati o pé e neguei-me a fazer.

Ai veio o Pedagogês ! O “a nível de repente”ou “as competências trabalhadas”ou “montar um painel de idéias”… um monte de frases feitas que quando se juntam, não querem dizer nada. E chegando neste ponto fico aqui a matutar : Será que quem usa o pedagogês não quer ser obtuso ? Não quer jogar uma cortina de fumaça e cegar o outro? Não quer dar medo ao pobre do Professor/ Feitor/ Estrategista que já não sabe o que fazer e acaba cedendo?

E ao ceder, esse Professor escreve mais um monte de Pedagogês, envia para a sua chefia- que fica muito feliz com aquilo-  e esquece o que falou. Volta para as suas aulas, não faz marketing – pois quem está fazendo não está dando as suas aulas- e fica descrente ou mais descrente ainda desta Pedagogia do faz de conta !

Eu não fiz e nem farei o que me foi pedido ! Não caiam na lábia do Pedagogês nosso de cada dia. E peça para que nos salvem dele !

Carpe Diem- para pensar

Ouvi esse termo pela primeira vez no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”! Estava na faculdade ainda e me apaixonei pelo Professor interpretado por Robin Williams.

No filme, Carpe Diem foi traduzido como “aproveite o dia”. É um termo em latim que significa “colha o dia” ou “aproveite o dia”. Acho bem interessante, quando tudo me falta na minha atividade de Professora, pensar em Carpe Die. Colher o dia, aproveitar aquele momento, rir com a turma, conversar com os outros professores, ficar animada com aquele menino que finalmente aprendeu aquilo que você está a 200 aulas explicando,… Carpe Diem !!!

Precisamos nos exercitar mais no nosso Cape Diem em nosso ofício. Temos as nossas mazelas, quem não as tem, lutamos contra a desvalorização profissional e moral de nossa classe. Mas … Carpe Diem! Carpe Die neles!

Pois sempre existe o aluno que quer, a turma que lhe reconhece, o grupo de professores que surfa a sua onda ( mesmo correndo o risco de morrer afogado com você!). Então, proponho que façamos um exercício diário de Carpe Diem. Vamos colher o dia como se fora uma flor!

E finalmente, o termo Carpe Diem aparece em Odes I,11.8 ( em um poema de Horácio – 65 – 8 AC). E é assim:

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses

finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia

temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho

seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,

quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar

Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo

spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento

aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.

Meninos, eu vi!

Estou cada vez mais espantada com o que vem ocorrendo aqui na Rede Municipal de Educação carioca! A cada ano letivo que entra, fico mais incrédula com o que vejo. Parece que estou em um filme de ficção, daqueles bem surreais.

Dois fatos, entre muitos, irão ilustrar o que vivemos aqui nesta cidade. Os dois aconteceram e acontecem ainda na minha escola. O primeiro é de um menino que veio de outra Escola cursar a 4a série ( ou 5o ano) na minha Escola. O aluno não sabia ler e nem escrever. Escrevia “casa”, assim: “ks”. Não lia e desenhava o nome. Menino da 4a série !

O segundo fato foi de uma menina da 7a série ( 8o ano) que não sabia o que eram números pares e ímpares. E na hora de fazer divisão por 2, desenhava tantos pauzinhos quanto fossem em 2 grupos para chegar na solução. Quando o número era grande, a menina estancava. Pois ai, “não podia desenhar tanto!” Perdia as contas !
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