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	<title>Dicas de Ciências - Professor &#187; para pensar</title>
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	<description>Para Professores e Estudantes de Licenciatura em Biologia e Pedagogia.</description>
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		<title>10 coisas que levamos anos para aprender</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 23:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa eu recebi via e -mail. Adorei por muitos motivos, os quais destaco o número 7, 9 e 10.
Dizem que foi escrita pelo Luis Fernando Veríssimo, mas não achei nenhuma referência confiável sobre isso. No entanto, vale a pena ler e rir!
Vamos lá &#8230;

10 coisas que Levamos Anos para Aprender
1. Uma pessoa que é boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #009933">Essa eu recebi via e -mail. Adorei por muitos motivos, os quais destaco o número 7, 9 e 10.</span></p>
<p><span style="color: #009933">Dizem que foi escrita pelo Luis Fernando Veríssimo, mas não achei nenhuma referência confiável sobre isso. No entanto, vale a pena ler e rir!</span><img class="alignright" style="float: right" src="http://www.reinodosgifs.net/blinkies/novo8.gif" alt="" width="170" height="40" /></p>
<p><span style="color: #009933">Vamos lá &#8230;</span></p>
<blockquote>
<h2><span style="color: #009933"><span id="more-300"></span>10 coisas que Levamos Anos para Aprender</span></h2>
<p><span style="color: #009933">1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.<br />
(Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha)</span></p>
<p><span style="color: #009933">2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.<br />
(Tá cheio de gente querendo te converter!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.<br />
(Na maioria das vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.<br />
(Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">5. Não confunda sua carreira com sua vida.<br />
(Aprenda a fazer escolhas!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.<br />
(Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria &#8220;reuniões&#8221;.<br />
(Onde ninguém se entende&#8230; Com exceção das reuniões que acontecem nos botecos&#8230;)</span></p>
<p><span style="color: #009933">8. Há uma linha muito tênue entre &#8220;hobby&#8221; e &#8220;doença mental&#8221;.<br />
(Ouvir música é hobby&#8230; No volume máximo as sete da manhã pode ser doença mental!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.<br />
(Que bom!!!!!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.<br />
(É Verdade mesmo!!!)</span></p>
<p><span style="color: #009933">Luis Fernando Veríssimo</span></p>
<p><img src="http://www.reinodosgifs.net/gifs_barrinhas/79.gif" alt="" width="410" height="65" /></p></blockquote>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #009933">Muito bom mesmo, né ? </span></h2>
]]></content:encoded>
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		<title>É Preciso ouvir a voz do Professorado</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 14:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No grupo que participo na Yahoo sobre Blogs Educativos, uma das Professoras &#8211; Natália Nogueira &#8211; colocou um texto muito bom. E esse texto foi de encontro com os meus últimos artigos sobre o fato de nós, Professores, sermos puramente usados como executores.
Leia, o texto de  Sérgio Haddad, que é economista e doutor em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff0000">No grupo que participo na Yahoo sobre Blogs Educativos, uma das Professoras &#8211; Natália Nogueira &#8211; colocou um texto muito bom. E esse texto foi de encontro com os meus últimos artigos sobre o fato de nós, Professores, sermos puramente usados como executores.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000">Leia, o texto de  Sérgio Haddad, que é economista e doutor em educação.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff"><span id="more-288"></span></span></p>
<blockquote>
<h1><span style="color: #0000ff">É preciso ouvir a voz do professorado</span></h1>
<p style="text-align: right"><span style="color: #0000ff">Sérgio Haddad<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff"><img class="alignleft" style="float: left" src="http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/img/0192.jpg" alt="" width="122" height="250" /></span></p>
<p><span style="color: #0000ff">A imagem do professorado da escola pública está desgastada. A cobertura da educação na mídia é o espelho desse desgaste. Uma vez ao ano, no Dia do Professor, os meios de comunicação esforçam-se para mostrar profissionais travestidos de heróis &#8211; sempre um exemplo individual de uma pessoa boa e comprometida que não exerce uma profissão, mas sim um sacerdócio.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">No coletivo, como categoria profissional, o professorado de escola pública só aparece na mídia de forma negativa. Quase sempre a ele é imputada a responsabilidade por todos os males do ensino: ou é mal formado, ou sem interesse, ou falta muito às aulas, ou é incompetente, ou é corporativo &#8211; só pensa no salário e na carreira e não nos alunos -, ou, ainda, é um coitado, vítima da violência dos próprios alunos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Quase sempre a voz que aparece nos meios de comunicação é a voz dos dirigentes ou dos chamados especialistas; nunca do professorado. Entre os &#8220;especialistas&#8221;, ultimamente, quem mais tem falado são os empresários. Falam do sentido de uma educação para o desenvolvimento e para a economia, criticam o modelo de gestão, falam em produtividade do sistema e em como obter melhores respostas com menores custos. Se pudessem, substituiriam os professores por máquinas, pois estas podem ser domadas.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">As soluções apresentadas para a melhoria da qualidade sempre são definidas independentemente dos professores, por cima deles, considerando que eles são pacientes das reformas &#8211; e não agentes. Afinal, se são culpados por todos os males, por que então tomá-los em consideração?</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">O silêncio dos professores e das professoras da escola pública é um reflexo de dois fenômenos complementares: de um lado, a desvalorização do trabalho do docente; por outro, a existência de mecanismos repressivos que impedem o seu livre expressar.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Já de há muito o trabalho docente vem deixando de ser considerado fundamental. Seu lugar social e seu papel foram sendo desprestigiados pelas contínuas reformas educativas que, em seu nome, são implementadas. Inicialmente, pela constante desvalorização do seu salário &#8211; o que torna o trabalho docente desprestigiado frente às demais categorias profissionais, além de evasão de quadros e da superexploração daqueles que têm que estar em muitos lugares ao mesmo tempo para poder pagar as suas contas. O excesso de trabalho, além de prejudicar sua saúde, não permite que o professor prepare bem as suas aulas, que se atualize, que mantenha condições de ter um acompanhamento mais próximo dos seus alunos. Dessa forma, o professor é levado a se desumanizar e passa a ser um &#8220;dador&#8221; de aulas, que entra na sala quase sempre de forma mecânica para cumprir suas muitas jornadas de trabalho. Sua voz tende a ser a da repetição &#8211; e não a da criação, da discussão, da produção de conhecimentos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Mas as reformas também pouco se preocupam com a prática do professor, com sua experiência de trabalho; afinal, dizem os dirigentes, é preciso instrumentalizá-lo para que exerça sua profissão com qualidade. Não é necessário pensar, basta um currículo centralizado, um material didático descritivo nas suas mãos e orientações de como transmitir o conteúdo. As avaliações de massa servem para que os alunos se comparem quanto a seu desempenho no jogo do mercado educacional e assim busquem, por vontade própria, aprender o não aprendido ou mudar de escola ou de professor. E assim vamos seguindo de reforma em reforma, de cima para baixo, tentando fazer da profissão docente uma peça na engrenagem constituída de fora para dentro das salas de aulas.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Então por que os professores não se expressam sobre suas condições de trabalho, sobre as mudanças que julgam necessárias, sobre o ofício de docente? Em conversas com jornalistas sobre a ausência da voz do professorado nas reportagens e matérias sobre políticas educacionais, foi identificado o tolhimento da sua expressão livre, baseado em mecanismos repressivos explícitos ou não.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Uma das formas de tolhimento da voz do professor é o Estatuto dos Funcionários Públicos. Conforme levantamento realizado pelo Observatório da Educação da Ação Educativa em 25 estados do País, em 18 deles professores e outros servidores têm sua liberdade de expressão cerceada. O texto varia entre os estados, mas, de modo geral, &#8220;tem o mesmo sentido: proíbe que funcionários públicos emitam publicamente opinião a respeito de atos da administração. Na prática, o estatuto permite que a crítica a uma política pública de educação, por exemplo, seja punida como referência depreciativa&#8221;. Dos 18 estados identificados, em 10 os estatutos foram produzidos durante a ditadura militar e até o momento não houve revogação; nos outros 8 estados, as leis já nasceram inconstitucionais, pois foram elaboradas na década de 1990.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Aplicado ou não o estatuto nos dias de hoje, a grande verdade é que ele permanece como uma espada sobre a voz pública do professor, condicionando-o a pedir permissão a seus superiores para poder expressar sua opinião, em particular em relação às políticas de seus governos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">A escola pública tem sido muito criticada, mas não há condições de resgate da sua qualidade sem a participação ativa dos seus professores e professoras. Participação ativa significa uma participação humanizadora, respeitadora da sua condição de profissional, que é ao mesmo tempo transmissor de conhecimentos, mas fundamentalmente <em>produtor </em>de conhecimentos.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Isso significa que respeitar sua dignidade é respeitar sua capacidade de analisar sua prática e construir os instrumentos e conhecimentos necessários a seu aprimoramento como profissional. Só há aprendizagem quando ocorre de dentro para fora, quando o docente se identifica em sua prática cotidiana como profissional e faz dela seu vínculo com seus alunos, com seus colegas, com a comunidade onde a escola está inserida.</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">O professor é o principal elo entre o aluno, sua vida e o conhecimento. Só ele é capaz de impor qualidade; isso significa que seu papel e sua voz são fundamentais. Reformas educativas que não consideram isso tendem a violentar a profissão docente e estão fadadas ao fracasso. Leis que amordaçam o professorado ou criam ambientes de tolhimento da liberdade de expressão tendem a calar a participação docente com sua experiência e conhecimentos como o principal instrumento para a melhoria da escola pública. A voz do professorado é essencial na construção da educação pública, universal e de qualidade; por isso&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #0000ff">Fala, mestra! Fala, mestre!</span></p></blockquote>
<p style="text-align: right"><span style="color: #0000ff"><em>Publicado no jornal </em><em>Brasil de Fato em 18/06/2008</em></span></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #0000ff"><em>Publicado em 22 de julho de 2008</em></span></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #0000ff"><em>Fonte : http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0192.html</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para ler e pensar!</title>
		<link>http://dicasdeciencias.edublogs.org/2008/07/09/para-ler-e-pensar/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 20:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gosto bastante de Rubem Alves. Embora algumas de suas idéias sejam bem distantes da realidade vivida por nós, Professsores, ele sabe abordar alguns assuntos com uma simplicidade linda !
Leia essa parábola  me conte o que achou ! Na verdade trabalhei essa parábola em um encontro que tive com Professores, onde tratei de Informática Educativa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000">Gosto bastante de Rubem Alves. Embora algumas de suas idéias sejam bem distantes da realidade vivida por nós, Professsores, ele sabe abordar alguns assuntos com uma simplicidade linda !</span></p>
<p><span style="color: #008000">Leia essa parábola  me conte o que achou ! Na verdade trabalhei essa parábola em um encontro que tive com Professores, onde tratei de Informática Educativa. Foi show!</span></p>
<p><span style="color: #008000"><span id="more-283"></span></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center"><span style="font-size: 10pt;font-family: Verdana;color: #008000"> OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-size: 10pt;font-family: Verdana;color: #008000"><em>Ostras são moluscos,                          animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos                          gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de                          limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são                          animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores.                          Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou                          a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.                          Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras,                          muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram                          ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma                          delicada melodia, música aquática, como se fosse um                          canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma                          exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo                          solitário. Diferente da alegre música aquática, ela                          cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam                          dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão&#8230;” Não era                          depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado                          dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha                          jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era                          possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para                          se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em                          virtude de suas aspereza, arestas e pontas,  bastava                          envolvê-lo com uma substância lisa,  brilhante e                          redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu                          corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão                          de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador                          com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de                          ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador                          se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez                          uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as                          ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro                          que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e                          deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma                          linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma                          pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a                          sua esposa. Ela ficou muito feliz&#8230;” </em>Ostra feliz                          não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para                          nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes                          simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas                          as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para                          poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos                          educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não                          precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento                          físico. Na maioria das vezes são dores na alma.</span></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #008000">Rubem Alves</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: left"><img class="aligncenter" src="http://s216.photobucket.com/albums/cc44/variascoisinhas2/Deixeseurecado.gif" alt="" /></p>
<p style="text-align: left">
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		<title>Carpe Diem- para pensar</title>
		<link>http://dicasdeciencias.edublogs.org/2008/06/04/carpe-diem-para-pensar/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 00:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ouvi esse termo pela primeira vez no filme &#8220;Sociedade dos Poetas Mortos&#8221;! Estava na faculdade ainda e me apaixonei pelo Professor interpretado por Robin Williams. 
No filme, Carpe Diem foi traduzido como &#8220;aproveite o dia&#8221;. É um termo em latim que significa &#8220;colha o dia&#8221; ou &#8220;aproveite o dia&#8221;. Acho bem interessante, quando tudo me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #2134dd">Ouvi esse termo pela primeira vez no filme &#8220;Sociedade dos Poetas Mortos&#8221;! Estava na faculdade ainda e me apaixonei pelo Professor interpretado por Robin Williams. </span></p>
<p><span style="color: #2134dd">No filme, Carpe Diem foi traduzido como &#8220;aproveite o dia&#8221;. É um termo em latim que significa &#8220;colha o dia&#8221; ou &#8220;aproveite o dia&#8221;. Acho bem interessante, quando tudo me falta na minha atividade de Professora, pensar em Carpe Die. Colher o dia, aproveitar aquele momento, rir com a turma, conversar com os outros professores, ficar animada com aquele menino que finalmente aprendeu aquilo que você está a 200 aulas explicando,&#8230; Carpe Diem !!!</span></p>
<p><span style="color: #2134dd">Precisamos nos exercitar mais no nosso Cape Diem  em nosso ofício. Temos as nossas mazelas, quem não as tem, lutamos contra a desvalorização profissional e moral de nossa classe. Mas &#8230; Carpe Diem! Carpe Die neles!</span><span style="color: #e21d40"><img class="alignright" style="float: right" src="http://s216.photobucket.com/albums/cc44/variascoisinhas2/Naodeixe.gif" alt="" /></span></p>
<p><span style="color: #2134dd">Pois sempre existe o aluno que quer, a turma que lhe reconhece, o grupo de professores que sur</span><span style="color: #2134dd">fa a sua onda ( mesmo correndo o risco de morrer afogado com você!). Então, proponho que façamos um exercício diário de Carpe Diem. Vamos colher o dia como se fora uma flor!</span></p>
<p><span style="color: #2134dd">E finalmente, o termo Carpe Diem aparece em Odes I,11.8 ( em um poema de Horácio &#8211; 65 &#8211; 8 AC). E é</span><span style="color: #2134dd"> assim:</span></p>
<blockquote><p><span style="color: #e21d40"><strong>Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi</strong></span><span style="color: #e21d40"><br />
Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios</strong><br />
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.</strong><br />
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,</strong><br />
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare</strong><br />
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi</strong><br />
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida</strong><br />
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento</span></p>
<p><span style="color: #e21d40"><strong>aetas: carpe diem quam minimum credula postero.</strong><br />
está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.</span></p></blockquote>
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