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	<title>Dicas de Ciências - Professor &#187; educação pública</title>
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	<description>Para Professores e Estudantes de Licenciatura em Biologia e Pedagogia.</description>
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		<title>Artigo &#8211; Tania Zagury</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 12:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu adoro o que essa Professora/Pedagoga escreve! Alias é uma das poucas Pedagogas que eu respeito a opinião. A Tania Zagury tem o &#8220;pé no chão&#8221;. Não é destas pedadgogas deslumbradas com a nova, novíssima novidade pseudo- pedagógica.
Por essa razão, reproduzo um artigo dela escrito em Dezembro de 2006. Muito atual e parece que ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993366">Eu adoro o que essa Professora/Pedagoga escreve! Alias é uma das poucas Pedagogas que eu respeito a opinião. A Tania Zagury tem o &#8220;pé no chão&#8221;. Não é destas pedadgogas deslumbradas com a nova, novíssima novidade pseudo- pedagógica.</span></p>
<p><span style="color: #993366">Por essa razão, reproduzo um artigo dela escrito em Dezembro de 2006. Muito atual e parece que ela estava prevendo o que ia acontecer na Cidade do Rio de Janeiro em 2007 e em 2008 no que diz respeito a educação pública! </span></p>
<p><span style="color: #993366">Leia e comente !</span></p>
<blockquote>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #000080"><span>Só não previu quem planejou&#8230;</span></span></h2>
<p><span style="font-family: Arial;color: #000080"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #000080"><span>Prof. Tania Zagury<br />
Dez/06</span></span><span></span></p>
<p style="text-align: left"><span><span style="font-family: Arial;color: #000080">Ninguém fala em outra coisa: o Brasil do século XXI não sabe ler ou não entende o que mal lê. Todos estão pasmos. Menos os professores, posso afirmar. Eles, que nos últimos 30 anos de mudanças na área educacional lastimavelmente não foram chamados a dar o seu testemunho, nem lhes ouviram as dúvidas e as certezas. Quem está na frente de batalha, teria dito: isso não vai dar certo&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Para quem não sabe, o método fônico, que começa a ser apresentado como &#8216;novidade&#8217;, já se usava antes, quando comecei a lecionar. O professor escolhia a cartilha e ensinava a partir do que sabia fazer.  Os professores que, da noite para o dia, passaram a alfabetizar nos moldes ideovisuais, que Emília Ferrero preconiza, o fizeram determinados a acertar, ainda que não estivessem convictos de que era o melhor para seus alunos. Porque, apesar do tanto que se fala em gestão democrática, os docentes continuam meros executores.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Não precisamos de reformas de ensino no Brasil, menos ainda daquelas que alteram apenas nomenclaturas ou que pseudo-adotam o que, de repente, alguém determinou que é a nova &#8216;fórmula mágica&#8217; de ensinar.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Precisamos avaliar o que ocorre nas escolas, ouvindo cada professor sobre as dificuldades e as necessidades, para então buscar saná-las. Precisamos respeitar quem faz, quem operacionaliza. O melhor método é o que funciona. Nossas crianças e jovens precisam de resultados de verdade já.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Fomos alfabetizados pelo bê-á-bá e, coisa estranha, sabemos ler! Aprendi, quando cursava o antigo Ensino Normal (há mais de trinta anos), que a criança aprende do que lhe é próximo para o que é distante; do simples para o complexo; do concreto para o abstrato. Por isso usávamos o método fônico, que atende a essas características.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">De repente, nos disseram que o que aprendêramos estava errado. Então, como é que nossos alunos aprendiam? Eu, e milhares de outros professores, já tínhamos alfabetizado tantos, e nossos alunos liam, podem acreditar. Mais: entendiam o que liam. E faziam contas e resolviam problemas.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Só quem esteve todos esses anos em sala de aula sabe o que se sofre tentando conseguir o impossível. Porque só é possível bem utilizar o construtivismo em turmas muito pequenas, nas quais o professor faz um acompanhamento individual.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">A mudança, apenas metodológica, deixou o professor em sala de aula com os mesmos ínfimos recursos da escola pública e a pletora de alunos carentes de tudo.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Sou a favor do progresso e da mudança, desde que alicerçados em estudos e acompanhamento sistemáticos, que os embasem. Tomam-se medidas caras e aleatórias: computadores para parte das escolas públicas, por exemplo. O computador chegou, mas os professores têm outras coisas para fazer &#8211; antes do caviar, o &#8216;feijão-com-arroz&#8217;. Se tivessem ouvido os docentes, teriam sabido que precisavam mesmo era de &#8216;menos alunos nas turmas e mais horas de aula&#8217;.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Outro grave baque na qualidade do ensino se deu com o endeusamento da escola não-diretiva, transplantada da psicanálise para a sala de aula. Corrigir o aluno passou a &#8216;dar trauma&#8217;. Riscar em vermelho os erros, nem pensar. Provas revelaram-se intervenções ameaçadoras. Memorizar qualquer coisa tornou-se feio. Herança que o rogerianismo nos legou: não se ensina nada a ninguém.E o resultado aí está.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Além disso, hoje, cada problema social que surge vira tema transversal do currículo: educação sexual, cidadania, ética, educação para o trânsito, educação ambiental etc. Tudo bem, mas deram condições ao professor para fazer tudo isso e ainda ensinar a ler, escrever e interpretar?</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">O fracasso tinha que ocorrer. Era previsível. Com tantos encargos e uma metodologia que não podem executar, os professores teriam que, no mínimo, receber treinamento permanente, antes de se executarem os novos modelos (e, claro, salários incrementados na proporção das tarefas).</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">O pior aconteceu depois: quando tudo já ia mal, adotou-se a progressão continuada e o ensino por ciclos &#8211; para dar vazão à demanda de matrículas, agravando terrivelmente a questão da qualidade.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">A moda do momento é a &#8216;inclusão&#8217; de alunos com necessidades especiais. Ótimo. Politicamente corretíssimo. Mas a verdadeira inclusão tem que começar pela melhora da qualidade do ensino de toda a população.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Temos que deter o processo atual, no qual o aluno termina o ensino fundamental &#8211; quando termina &#8211; quase tal qual estava quando entrou. Essa é a verdadeira exclusão: de posse do seu diploma, mas com precária aprendizagem, o jovem, especialmente o de classe social menos favorecida, que tanto precisa de trabalho, é ejetado do mercado de trabalho sem dó nem piedade. Afinal, até concurso para gari exige que se saiba ler e escrever direito!</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Ouçamos quem executa. Eles nos dirão como evitar as tempestades do desencanto&#8230;</span></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #ff0000">em <a href="http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3008" target="_blank">http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3008</a></span></p>
</blockquote>
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		<title>Alunos com RR!</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 19:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pois é ! Vamos voltar aos fatos do ano passado. Sei que ando meio chata, mas esse assunto é quase surrealista. Vamos, primeiro relembrar?
No ano de 2007, o município do Rio criou os Ciclos de Formação nas Escolas. Digo &#8220;criou&#8221; porque é uma criação da nossa Secretaria de Educação: os Ciclos caíram na cabeça de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#9520ac">Pois é ! Vamos voltar aos fatos do ano passado. Sei que ando meio chata, mas esse assunto é quase surrealista. Vamos, primeiro relembrar?</font></p>
<p><img src="http://paginas.terra.com.br/lazer/magiagifs/rostinhostransparentes/rostinhostransparentes_arquivo/lilface_05_jazzl.gif" align="left" height="68" width="34" /><font color="#9520ac">No ano de 2007, o município do Rio criou os Ciclos de Formação nas Escolas. Digo &#8220;criou&#8221; porque é uma criação da nossa Secretaria de Educação: os Ciclos caíram na cabeça de todos nós, não fomos capacitados, as turmas continuam enormes, material para se usar não existe e, para completar, a avaliação é algo espontoso.</font></p>
<p><font color="#9520ac">Ao terminar o ano letivo, alguns alunos foram avaliados com RR ( Registra Recomendações). Nestes casos, o aluno passa para série ( vamos falar assim para ficar mais fácil) seguinte, no entanto precisa ser acompanhado com atividades específicas para a sua realidade e suas dificuldades.</font></p>
<p><font color="#9520ac">Lindo, né? Mas vamos ver, na prática, o que está ocorrendo?<span id="more-228"></span></font></p>
<p><img src="http://www.magiagifs.hpg.ig.com.br/divoutros/curioso.gif" height="173" width="382" /></p>
<p><font color="#9520ac">Os meninos que estão nesta situação têm o direito garantido pela última resolução a ter esse acompanhamento. Então, a escola ( pode ler os Professores) tem que montar uma estratégia para garantir isso. Eu me sinto mais uma estrategista que Professora ! Temos algumas escolhas bem complicadas pela frente.</font></p>
<p><font color="#9520ac">A primeira é deixar o aluno seguir na sua turma e série deste ano de 2008 e passar durante as aulas os exercícios e atividades que necessita. Isso é quase impossível, pois em uma turma de 40 alunos dar essa atenção a um ou dois é impraticável. E tem mais: sem material de apoio&#8230; bom&#8230; estão brincando.</font></p>
<p><font color="#9520ac">Ou combinar com esses alunos que irão em horário trocado do deles para ter esse apoio. Assim se o menino cursa o 8o ano no turno da manhã, terá que assistir as aulas do 7o à tarde. Isso requer uma engenharia: temos que ter turmas de todas as séries em todos os turnos, desta forma podemos alocar esse aluno em outra turma.  A Escola não cabe fisicamente isso. As turmas já super lotadas ganharão mais alunos. Em uma sala de aula que só caberia 35 alunos e já tem 40, onde vamos colocar mais 2? Não precisa ser Professor ou nenhum gênio para ver que não dará certo.</font></p>
<p><font color="#9520ac">Ficamos nós, os estrategistas de plantão, montando horários , ajeitando aqui ou ali e vendo o que dava para fazer. Somos nós &#8211; Professores de Sala de aula- que temos que descascar o pepino. Somos nós que perdemos noites de sono para remendar o estrago feito.Não feito por nós, mas por Pedagogos de Gabinete.</font></p>
<p><font color="#9520ac">Parece-me que estão fazendo desta maneira para que ninguém coloque nenhum aluno com RR. Pois assim é um trabalho medonho, cheio de jeitinhos, cheio de mais ou menos,&#8230; É um engodo! E de engodo estou farta !</font></p>
<p><font color="#008000"><font color="#9520ac">Isso não pode ser a Educação que consideramos Fundamental para os nossos alunos. E são eles que realmente perdem. Pois isso será cobrado em algum momento. Será que vale aprovar de qualquer jeito?</font></font></p>
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