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	<title>Dicas de Ciências - Professor &#187; artigo</title>
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	<description>Para Professores e Estudantes de Licenciatura em Biologia e Pedagogia.</description>
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		<title>Sobre o &#8220;blá, blá, blá, &#8230;&#8221; da educação</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 21:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Finalmente!
Depois de alguns anos lendo e ouvindo todos os disparates sobre educação, li uma matéria excelente ! Foi na revista Escola Nova e se chama : &#8220;Discurso Vazio&#8217;. Coloco aqui o link para todos lerem. Acho que vamos ter que parar de repetir cegamente o que ouvimos. Vamos aprender o real significado das expressões usadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000080">Finalmente!</span></p>
<p><span style="color: #000080">Depois de alguns anos lendo e ouvindo todos os disparates sobre educação, li uma matéria excelente ! Foi na revista Escola Nova e se chama : &#8220;Discurso Vazio&#8217;. Coloco aqui o link para todos lerem. Acho que vamos ter que parar de repetir cegamente o que ouvimos. Vamos aprender o real significado das expressões usadas por nós mesmos e pelos pedagogos de plantão.</span></p>
<p><span style="color: #000080">Clique aqui e leia: </span><a href="http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0218/aberto/discurso-vazio-404048.shtml" target="_blank"><span style="color: #000080">Discurso Vazio</span></a></p>
<p><img class="aligncenter" src="http://s216.photobucket.com/albums/cc44/variascoisinhas2/Espiando.gif" alt="" /></p>
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		<title>Artigo para Filosofar!</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 13:52:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[Lendo o artigo da filósofa VIVIANE MOSÉ, que saiu no Jornal O Globo ( 26/10/2008) fiquei com um misto de indignação e de acesso de riso. ( Para ler o artigo, clique aqui).
O acesso de riso, eu explico: A cara filósofa sabe filosofar, mas não entrou em nenhuma Escola Municipal para verificar a realidade das mesmas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333399">Lendo o artigo da filósofa VIVIANE MOSÉ, que saiu no Jornal O Globo ( 26/10/2008) fiquei com um misto de indignação e de acesso de riso. ( Para ler </span><a href="http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&amp;codnot=536788" target="_blank"><span style="color: #333399">o artigo, clique aqui)</span></a><span style="color: #333399">.</span></p>
<p><span style="color: #333399">O acesso de riso, eu explico: A cara filósofa sabe filosofar, mas não entrou em nenhuma Escola Municipal para verificar a realidade das mesmas na cidade do Rio de Janeiro. Aliás, qualquer um escreve sobre Educação sem conhecer a realidade dos fatos( ou mesmo fala). São filósofos, médicos, engenheiros,&#8230; mas onde estão os Professores ? Os Profissionais que estão em sala de aula não poderiam ser ouvidos ? Ou isso não vale ?</span></p>
<p><span style="color: #333399">Como sou uma destas Profissionais da Sala de Aula vou falar ! Mesmo não sendo convidada a emitir minha opinião, vou dissecar o texto da cara filósofa de plantão:</span></p>
<div><span id="more-312"></span></div>
<p><span style="color: #333399">A filósofa começa o seu texto muito bem, com o óbvio. Mas cai rapidamente para os jargões: </span><em><span style="color: #333399">&#8220;Nossa escola é como a linha de montagem de uma fábrica: as diversas disciplinas, sem conexão umas com as outras, são partes de um mundo que está distante do aluno&#8230;&#8221; </span></em></p>
<p><span style="color: #333399">Isso é muito legal no livro, no jornal ou em revistas. É claro que a Escola é como uma linha de montagem, a Escola é o reflexo da sociedade. Não foi a Escola que se fez assim. Temos que mudar a Escola, mudança essa que se inicia na sociedade e que é lenta, muito lenta. Nunca será por meio de leis.</span></p>
<p><span style="color: #333399">Depois vem um disparate no texto, que mostra como a filósofa está longe da Escola: &#8221;A</span><em><span style="color: #333399"> vida, o contexto ficou afastado da escola, que mais parece um presídio de alunos. A educação moderna não tem como alvo o ser humano, sua formação integral, intelectual, física, estética, existencial etc., mas busca, através de um sistema excludente, produzir as diferentes peças de uma engrenagem social estratificada.&#8221;</span></em></p>
<p><span style="color: #333399"> Há muito tempo, as Escolas não estão afastadas do contexto social. A filósofa, talvez, nunca tenha ouvido falar dos Projetos Políticos Pedagógicos que procuram fazer isso mesmo: ligar o que se está ensinado com a vida ! Correlacionar as diciplinas ( multidisciplinar) . Não somos presídio. E com o Projeto estamos incluindo sim a formação integral, intelectual, física,&#8230; blá, blá, blá . .. Acho que a Viviane podia, ao menos, se interar do que está acontecendo dentro das Escolas. É claro que não é uma maravilha, que está tudo indo muito bem&#8230; mas estamos mudando sim.</span></p>
<p><span style="color: #333399">Depois vem mais : </span><em><span style="color: #333399">&#8220;E hoje temos uma educação essencialmente passiva, fundada no acúmulo de dados; uma escola que, além de isolada do mundo e da vida, nomeia de &#8220;grade&#8221; o currículo e de &#8220;disciplina&#8221; os conteúdos.&#8221;  <span style="font-style: normal">E ai nasce a minha profunda indignação e desprezo ( desculpe-me mas é essa a palavra). Quando entrei no município do Rio de Janeiro ( 1993) havia as tais &#8220;grades curriculares&#8221; ,</span></span></em><span style="color: #333399"> porém agora passamos a fazer, por causa dos Projetos Políticos Pedagógicos, um currículo mais adaptado ao aluno. Não temos mais grades e sim janelas!</span></p>
<p><span style="color: #333399">E vamos lá com mais lugares comuns : </span><em><span style="color: #333399">&#8220;O sistema de reprovação que ainda vigora no Brasil é um dos mecanismos mais excludentes e cruéis de nossa sociedade. Quando reprovamos um aluno estamos afirmando que ele é o único responsável por seu mau desempenho. Nem os professores, nem a diretora, nem a família, nem o sistema de ensino serão reprovados, apenas ele&#8230;&#8221;</span></em></p>
<p><span style="color: #333399">E ai eu pergunto : E o sistema de Ciclos Carioca não exclui ? O menino que sai no 9o ano sem saber dividir por 2 ou ler textos pequenos; não já está excluído da sociedade ? Mas reprovar por reprovar de nada adianta ! Eu sei disso! No entanto, quando reprovo um menino, muitas das vezes, estou me reprovando também. O que fica sem resposta é sobre aqueles alunos que mal aparecem na Escola&#8230; passarão. E serão excluídos depois. Esse ano, vamos aprovar alguns que não assistiram nem a metade das aulas de Matemática e Ciências! E agora? A filósofa sabe que existem esses casos ? De certo que não ? ( Nestes casos não me sinto responsabilizada !)</span></p>
<p><span style="color: #333399">E tem mais, caro leitor :</span></p>
<div><em><span style="color: #333399"> &#8221;Hoje, no Rio, temos crianças na escola que não sabem ler, aos 12 anos de idade; antes da progressão continuada elas também não sabiam, mas estavam fora da escola, das estatísticas.O objetivo da progressão continuada é manter crianças e jovens na escola, e isso ela tem conseguido..&#8221;</span></em></div>
<p><span style="color: #333399">É .. a Escola virou depósito &#8230; O que vale é a criança dentro da Escola. Aprender&#8230; é outro papo! Talvez, nem seja necessário.</span></p>
<p><span style="color: #333399">A única coisa que eu concordo com a cara filósofa é com a frase: </span><em><span style="color: #333399">&#8220;Mas, se as crianças, mesmo na escola, não estão aprendendo, então devemos brigar por uma escola que ensina &#8230;&#8221; </span></em><span style="color: #333399"> Só que enquanto a estrutura da Escola for essa não adianta sonhar com a &#8220;Alice no país das maravilhas.&#8221; O Ciclo de Formação só dará certo em Escolas com turmas pequenas, professor de apoio, aulas de reforço, material didático variado,tempo integral&#8230; E ai sim, podemos até <strong>pensar </strong>na &#8220;Progressão Continuada&#8221;. E vamos combinar que nessas condições, qualquer coisa dará certo, não importa o nome que se dê: Série,Ciclos, X ou Y.</span></p>
<p><span style="color: #333399">E por fim eu acabo com a frase do artigo da filósofa que me coloca para pensar :</span><em><span style="color: #333399"> &#8221;Um novo modelo de escola se dedica menos ao ensino e mais à aprendizagem, não se satisfaz em ministrar conteúdos, mas acompanha e estimula os alunos no exercício de suas diferenças, monitorando suas dificuldades e aptidões.&#8221;</span></em></p>
<p><span style="color: #333399">O que pensei ? Ensino/ aprendizagem estão interligados, qual gêmeos seameses . Ninguém ensina, se alguém não aprendeu ! É como vender : você já vendeu, se alguém não comprou ? É chover no molhado.</span></p>
<p><span style="color: #333399">Acompanhar e estimular os alunos ? Como se faz isso ? Ministrando conteúdos sim. Mas conteúdos envolvidos em Projetos, conteúdos bem dados e explicados. Percamos o medo de ensinar! É isso que querem! População sem saber o mínimo é massa de manobra ! E também só podemso acompanhar dificulades e incentivar as aptidões em turmas menores, com mais tempo de aula&#8230; ( A Estrutura tem que mudar antes!)</span></p>
<p><span style="color: #333399">Para concluir: Convido a filósofa Viviane Mosé para ir a uma Escola Municipal da Rede Carioca. Veja as salas de aula lotadas, os alunos que saem e voltam sem nada que a gente possa fazer, o matérial disponível,&#8230; E depois releia o seu texto e tente se colocar no lugar do Professor que está lá naquela escola. Veja o que sentimos ao sermos responsabilizados por algo que não temos como mudar. Os Ciclos Cariocas caíram em nossas mãos, sem qualquer explicação, sem qualquer estrutura&#8230; Sabíamos que não ia dar certo! </span></p>
<p><span style="color: #333399">Talvez a filósofa, assim , pare de filosofar sobre o que desconhece!</span></p>
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		<title>Artigo &#8211; Tania Zagury</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 12:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea Barreto M. da Poça</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu adoro o que essa Professora/Pedagoga escreve! Alias é uma das poucas Pedagogas que eu respeito a opinião. A Tania Zagury tem o &#8220;pé no chão&#8221;. Não é destas pedadgogas deslumbradas com a nova, novíssima novidade pseudo- pedagógica.
Por essa razão, reproduzo um artigo dela escrito em Dezembro de 2006. Muito atual e parece que ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993366">Eu adoro o que essa Professora/Pedagoga escreve! Alias é uma das poucas Pedagogas que eu respeito a opinião. A Tania Zagury tem o &#8220;pé no chão&#8221;. Não é destas pedadgogas deslumbradas com a nova, novíssima novidade pseudo- pedagógica.</span></p>
<p><span style="color: #993366">Por essa razão, reproduzo um artigo dela escrito em Dezembro de 2006. Muito atual e parece que ela estava prevendo o que ia acontecer na Cidade do Rio de Janeiro em 2007 e em 2008 no que diz respeito a educação pública! </span></p>
<p><span style="color: #993366">Leia e comente !</span></p>
<blockquote>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #000080"><span>Só não previu quem planejou&#8230;</span></span></h2>
<p><span style="font-family: Arial;color: #000080"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #000080"><span>Prof. Tania Zagury<br />
Dez/06</span></span><span></span></p>
<p style="text-align: left"><span><span style="font-family: Arial;color: #000080">Ninguém fala em outra coisa: o Brasil do século XXI não sabe ler ou não entende o que mal lê. Todos estão pasmos. Menos os professores, posso afirmar. Eles, que nos últimos 30 anos de mudanças na área educacional lastimavelmente não foram chamados a dar o seu testemunho, nem lhes ouviram as dúvidas e as certezas. Quem está na frente de batalha, teria dito: isso não vai dar certo&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Para quem não sabe, o método fônico, que começa a ser apresentado como &#8216;novidade&#8217;, já se usava antes, quando comecei a lecionar. O professor escolhia a cartilha e ensinava a partir do que sabia fazer.  Os professores que, da noite para o dia, passaram a alfabetizar nos moldes ideovisuais, que Emília Ferrero preconiza, o fizeram determinados a acertar, ainda que não estivessem convictos de que era o melhor para seus alunos. Porque, apesar do tanto que se fala em gestão democrática, os docentes continuam meros executores.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Não precisamos de reformas de ensino no Brasil, menos ainda daquelas que alteram apenas nomenclaturas ou que pseudo-adotam o que, de repente, alguém determinou que é a nova &#8216;fórmula mágica&#8217; de ensinar.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Precisamos avaliar o que ocorre nas escolas, ouvindo cada professor sobre as dificuldades e as necessidades, para então buscar saná-las. Precisamos respeitar quem faz, quem operacionaliza. O melhor método é o que funciona. Nossas crianças e jovens precisam de resultados de verdade já.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Fomos alfabetizados pelo bê-á-bá e, coisa estranha, sabemos ler! Aprendi, quando cursava o antigo Ensino Normal (há mais de trinta anos), que a criança aprende do que lhe é próximo para o que é distante; do simples para o complexo; do concreto para o abstrato. Por isso usávamos o método fônico, que atende a essas características.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">De repente, nos disseram que o que aprendêramos estava errado. Então, como é que nossos alunos aprendiam? Eu, e milhares de outros professores, já tínhamos alfabetizado tantos, e nossos alunos liam, podem acreditar. Mais: entendiam o que liam. E faziam contas e resolviam problemas.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Só quem esteve todos esses anos em sala de aula sabe o que se sofre tentando conseguir o impossível. Porque só é possível bem utilizar o construtivismo em turmas muito pequenas, nas quais o professor faz um acompanhamento individual.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">A mudança, apenas metodológica, deixou o professor em sala de aula com os mesmos ínfimos recursos da escola pública e a pletora de alunos carentes de tudo.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Sou a favor do progresso e da mudança, desde que alicerçados em estudos e acompanhamento sistemáticos, que os embasem. Tomam-se medidas caras e aleatórias: computadores para parte das escolas públicas, por exemplo. O computador chegou, mas os professores têm outras coisas para fazer &#8211; antes do caviar, o &#8216;feijão-com-arroz&#8217;. Se tivessem ouvido os docentes, teriam sabido que precisavam mesmo era de &#8216;menos alunos nas turmas e mais horas de aula&#8217;.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Outro grave baque na qualidade do ensino se deu com o endeusamento da escola não-diretiva, transplantada da psicanálise para a sala de aula. Corrigir o aluno passou a &#8216;dar trauma&#8217;. Riscar em vermelho os erros, nem pensar. Provas revelaram-se intervenções ameaçadoras. Memorizar qualquer coisa tornou-se feio. Herança que o rogerianismo nos legou: não se ensina nada a ninguém.E o resultado aí está.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Além disso, hoje, cada problema social que surge vira tema transversal do currículo: educação sexual, cidadania, ética, educação para o trânsito, educação ambiental etc. Tudo bem, mas deram condições ao professor para fazer tudo isso e ainda ensinar a ler, escrever e interpretar?</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">O fracasso tinha que ocorrer. Era previsível. Com tantos encargos e uma metodologia que não podem executar, os professores teriam que, no mínimo, receber treinamento permanente, antes de se executarem os novos modelos (e, claro, salários incrementados na proporção das tarefas).</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">O pior aconteceu depois: quando tudo já ia mal, adotou-se a progressão continuada e o ensino por ciclos &#8211; para dar vazão à demanda de matrículas, agravando terrivelmente a questão da qualidade.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">A moda do momento é a &#8216;inclusão&#8217; de alunos com necessidades especiais. Ótimo. Politicamente corretíssimo. Mas a verdadeira inclusão tem que começar pela melhora da qualidade do ensino de toda a população.</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Temos que deter o processo atual, no qual o aluno termina o ensino fundamental &#8211; quando termina &#8211; quase tal qual estava quando entrou. Essa é a verdadeira exclusão: de posse do seu diploma, mas com precária aprendizagem, o jovem, especialmente o de classe social menos favorecida, que tanto precisa de trabalho, é ejetado do mercado de trabalho sem dó nem piedade. Afinal, até concurso para gari exige que se saiba ler e escrever direito!</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Arial;color: #000080">Ouçamos quem executa. Eles nos dirão como evitar as tempestades do desencanto&#8230;</span></p>
<p style="text-align: right"><span style="color: #ff0000">em <a href="http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3008" target="_blank">http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3008</a></span></p>
</blockquote>
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