Jun 26 2008

Andrea Barreto M. da Poça

Dinâmica - Para trabalhar Pré- Conceitos

Esta Dinâmica é para o dia em que você está com bastante energia. Pois rende muito papo e muita discursão.

O objetivo é desmistificar aquelas velhas máximas de nossos alunos: “Menino não brinca de boneca “. “Menina não joga futebol”. “Homem não cuida da beleza”. E vai ai por diante…

Repito :

Não sou psicóloga e uso essas dinâmicas como uma maneira lúdica de mostrar outras faces da mesma moeda. Acredito que fazendo, pensando e discutindo; o nosso aluno aprende mais. Também, acredito que a Escola tem que ser um lugar onde devemos e podemos mudar a realidade vivida. É como um trabalho de formiguinha : cada um faz um pouco, modifica dali ou daqui e dá certo.

Vamos à Dinâmica?

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Jun 25 2008

Andrea Barreto M. da Poça

Artigo - Tania Zagury

Eu adoro o que essa Professora/Pedagoga escreve! Alias é uma das poucas Pedagogas que eu respeito a opinião. A Tania Zagury tem o “pé no chão”. Não é destas pedadgogas deslumbradas com a nova, novíssima novidade pseudo- pedagógica.

Por essa razão, reproduzo um artigo dela escrito em Dezembro de 2006. Muito atual e parece que ela estava prevendo o que ia acontecer na Cidade do Rio de Janeiro em 2007 e em 2008 no que diz respeito a educação pública!

Leia e comente !

Só não previu quem planejou…


Prof. Tania Zagury
Dez/06

Ninguém fala em outra coisa: o Brasil do século XXI não sabe ler ou não entende o que mal lê. Todos estão pasmos. Menos os professores, posso afirmar. Eles, que nos últimos 30 anos de mudanças na área educacional lastimavelmente não foram chamados a dar o seu testemunho, nem lhes ouviram as dúvidas e as certezas. Quem está na frente de batalha, teria dito: isso não vai dar certo…

Para quem não sabe, o método fônico, que começa a ser apresentado como ‘novidade’, já se usava antes, quando comecei a lecionar. O professor escolhia a cartilha e ensinava a partir do que sabia fazer. Os professores que, da noite para o dia, passaram a alfabetizar nos moldes ideovisuais, que Emília Ferrero preconiza, o fizeram determinados a acertar, ainda que não estivessem convictos de que era o melhor para seus alunos. Porque, apesar do tanto que se fala em gestão democrática, os docentes continuam meros executores.

Não precisamos de reformas de ensino no Brasil, menos ainda daquelas que alteram apenas nomenclaturas ou que pseudo-adotam o que, de repente, alguém determinou que é a nova ‘fórmula mágica’ de ensinar.

Precisamos avaliar o que ocorre nas escolas, ouvindo cada professor sobre as dificuldades e as necessidades, para então buscar saná-las. Precisamos respeitar quem faz, quem operacionaliza. O melhor método é o que funciona. Nossas crianças e jovens precisam de resultados de verdade já.

Fomos alfabetizados pelo bê-á-bá e, coisa estranha, sabemos ler! Aprendi, quando cursava o antigo Ensino Normal (há mais de trinta anos), que a criança aprende do que lhe é próximo para o que é distante; do simples para o complexo; do concreto para o abstrato. Por isso usávamos o método fônico, que atende a essas características.

De repente, nos disseram que o que aprendêramos estava errado. Então, como é que nossos alunos aprendiam? Eu, e milhares de outros professores, já tínhamos alfabetizado tantos, e nossos alunos liam, podem acreditar. Mais: entendiam o que liam. E faziam contas e resolviam problemas.

Só quem esteve todos esses anos em sala de aula sabe o que se sofre tentando conseguir o impossível. Porque só é possível bem utilizar o construtivismo em turmas muito pequenas, nas quais o professor faz um acompanhamento individual.

A mudança, apenas metodológica, deixou o professor em sala de aula com os mesmos ínfimos recursos da escola pública e a pletora de alunos carentes de tudo.

Sou a favor do progresso e da mudança, desde que alicerçados em estudos e acompanhamento sistemáticos, que os embasem. Tomam-se medidas caras e aleatórias: computadores para parte das escolas públicas, por exemplo. O computador chegou, mas os professores têm outras coisas para fazer - antes do caviar, o ‘feijão-com-arroz’. Se tivessem ouvido os docentes, teriam sabido que precisavam mesmo era de ‘menos alunos nas turmas e mais horas de aula’.

Outro grave baque na qualidade do ensino se deu com o endeusamento da escola não-diretiva, transplantada da psicanálise para a sala de aula. Corrigir o aluno passou a ‘dar trauma’. Riscar em vermelho os erros, nem pensar. Provas revelaram-se intervenções ameaçadoras. Memorizar qualquer coisa tornou-se feio. Herança que o rogerianismo nos legou: não se ensina nada a ninguém.E o resultado aí está.

Além disso, hoje, cada problema social que surge vira tema transversal do currículo: educação sexual, cidadania, ética, educação para o trânsito, educação ambiental etc. Tudo bem, mas deram condições ao professor para fazer tudo isso e ainda ensinar a ler, escrever e interpretar?

O fracasso tinha que ocorrer. Era previsível. Com tantos encargos e uma metodologia que não podem executar, os professores teriam que, no mínimo, receber treinamento permanente, antes de se executarem os novos modelos (e, claro, salários incrementados na proporção das tarefas).

O pior aconteceu depois: quando tudo já ia mal, adotou-se a progressão continuada e o ensino por ciclos - para dar vazão à demanda de matrículas, agravando terrivelmente a questão da qualidade.

A moda do momento é a ‘inclusão’ de alunos com necessidades especiais. Ótimo. Politicamente corretíssimo. Mas a verdadeira inclusão tem que começar pela melhora da qualidade do ensino de toda a população.

Temos que deter o processo atual, no qual o aluno termina o ensino fundamental - quando termina - quase tal qual estava quando entrou. Essa é a verdadeira exclusão: de posse do seu diploma, mas com precária aprendizagem, o jovem, especialmente o de classe social menos favorecida, que tanto precisa de trabalho, é ejetado do mercado de trabalho sem dó nem piedade. Afinal, até concurso para gari exige que se saiba ler e escrever direito!

Ouçamos quem executa. Eles nos dirão como evitar as tempestades do desencanto…

em http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3008

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Jun 21 2008

Andrea Barreto M. da Poça

Idéias para Projeto !

Esse ano, estamos trabalhando, em minha escola, a vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808. E estamos montando, ao decorrer do ano, um Jornal on-line sobre o assunto.

O Projeto Político Pedagógico deste ano se chama “Ah! Essa terra ainda vai cumprir seu ideal…” E está “viajando” junto da História, quando D. João e sua corte desembarcaram em terras brasileiras, e, o Rio de Janeiro se tornou sede do Império!

Como é um Projeto anual, estamos caminhando! E aqui estão algumas idéias para ajudar, quem estiver interessado, a desenvolver um Projeto como esse.

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Jun 12 2008

Andrea Barreto M. da Poça

Pedagogês nosso de cada dia

Estou vivendo um período da minha vida profissional um tanto abstrata. Por um lado, tem muita coisa dando certo e me rendendo frutos. Por outro, tenho gente - que está em um posto superior a mim - pegando no meu pé. Acho que uma coisa está intimamente ligada a outra . No Brasil, não podemos dar certo não ! O chefe fica logo achando que a gente quer o cargo dele. E eu falo de coração, não quero aquilo nem pintado de ouro!

Esse meu chefe - em instância bem superior à Escola- se volta contra mim em seu Pedagogês de plantão. É um tal de amarrar, ancorar, fazer links, traçar metas, ter especificado os seus objetivos,… E o Português dele é sofrível :é um tal de “seje”! Dói na alma !

Essa semana se resolveu estabelecer umas medidas de marketing de trabalho. Gente, não sei fazer ! Pode parecer estranho, mas “qual é o objetivo”( no melhor do Pedagogês) de fazer propaganda do meu trabalho? Nas escolas onde eu trabalho e trabalhei, a direção reclamava muito que eu fazia um trabalho lindo que ficava em sala de aula, só para os meus alunos. Pode parecer estranho de quem mantém blogs com informações on-line: Não gosto de propagandear o meu trabalho. O que escrevo nos meus Blogs é , puramente, uma tentativa de trocar idéias e ensinar melhor. Se isso vira propaganda, é porque tem alguma qualidade.

Então, ficaram em cima de mim. “Monte uma estratégia que tenha como fim o marketing de seu trabalho. ” - eita quanto Pedagogês ! Argumentei que eu não precisava de propaganda e não tinha tempo para isso. Meu trabalho está onde deveria estar : com os meus alunos. Os Professores com quem eu trabalho ou tenho contato, quando me pedem ajuda, eu ajudo, se posso ajudar. No entanto, montar estratégia… Valha-me Deus, não vejo justificativa.

Até usei como exemplo que as empresas que mais fazem propaganda que preservam o meio ambiente, são as mais poluidoras. Será que há necessidade do Professor de sala de aula  falar - sem o objetivo da troca- o que está fazendo? Só para justificar o seu trabalho? Bati o pé e neguei-me a fazer.

Ai veio o Pedagogês ! O “a nível de repente”ou “as competências trabalhadas”ou “montar um painel de idéias”… um monte de frases feitas que quando se juntam, não querem dizer nada. E chegando neste ponto fico aqui a matutar : Será que quem usa o pedagogês não quer ser obtuso ? Não quer jogar uma cortina de fumaça e cegar o outro? Não quer dar medo ao pobre do Professor/ Feitor/ Estrategista que já não sabe o que fazer e acaba cedendo?

E ao ceder, esse Professor escreve mais um monte de Pedagogês, envia para a sua chefia- que fica muito feliz com aquilo-  e esquece o que falou. Volta para as suas aulas, não faz marketing - pois quem está fazendo não está dando as suas aulas- e fica descrente ou mais descrente ainda desta Pedagogia do faz de conta !

Eu não fiz e nem farei o que me foi pedido ! Não caiam na lábia do Pedagogês nosso de cada dia. E peça para que nos salvem dele !

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Jun 05 2008

Andrea Barreto M. da Poça

Dia Mundial do Meio Ambiente

Veja o vídeo e pense!

Pense com os alunos : qual é a melhor forma de eu participar para conservar o meu planeta ? Quais as ações concretas que podemos tomar ?

Depois me conte, aqui mesmo!

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